quarta-feira, 15 de junho de 2011

A terceira inteligência

A transmutação e a expansão de sua consciência lhe concede a liberdade

Uma mensagem a todos os membros de INSTITUTO CONSCIÊNCIA ADAMANTINA

No iní­cio do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um génio se não soubesse lidar com as emoções.A ciência começa o novo milénio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.

DrªDanaZohar - Oxford

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a fí­sica e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polémico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado 
"Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em fí­sica pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direcção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à  necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas acções.

De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
 
Qual a diferença entre QE e QS?
 
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes.

Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São levadas por valores. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10.Têm compaixão
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A Mente

Achei o texto bem interessante , é de se pensar!!!

A mente é indecisão
Posted: 13 Jun 2011 10:27 PM PDT
Perguntaram a Osho:
Amado Osho,
Viver com decisão, saber o que se quer, parece fácil. Entretanto, a minha realidade é a de que eu não posso mudar a minha mente com relação a coisa alguma. Eu sempre posso ver ambos os lados de um argumento e jamais posso decidir qual é o certo. Assim, fico dependurado entre os dois. Uma parte de mim, ao ouvir você, sente que isso é ótimo, mas isso torna-me paralisado, como se eu tivesse apenas parcialmente vivo.
Por favor, comente.

A mente jamais é decisiva. Não se trata da sua mente ou da mente de alguma outra pessoa — a mente é indecisão. O funcionamento da mente fica vacilando entre dois polos opostos e tentando descobrir qual é o caminho certo.

A mente é a coisa errada e, através da coisa errada, você fica tentando descobrir o caminho certo. É como se você, ao fechar os olhos, ficasse tentando encontrar a porta. Certamente, você se sentirá dividido entre os dois caminhos — se vai por este caminho ou por aquele outro; você se sentirá sempre numa condição de "ou/ou". É essa a natureza da mente.

Um grande filósofo dinamarquês foi Sören Kierkegaard. Ele escreveu um livro, Either/Or (Ou/ou). Era sua própria experiência de vida — ele jamais pôde decidir sobre qualquer coisa. Tudo era sempre de tal ordem, que se ele decidisse desse jeito, depois, aquele outro jeito é que pareceria o certo. Se ele decidisse daquele outro jeito, depois, este jeito é que pareceria ser o certo. Ele permanecia indeciso.

Ele ficou sem se casar, embora uma mulher estivesse muitíssimo apaixonada por ele e o tivesse pedido em casamento. Mas ele disse: "Eu terei de pensar sobre isso — o casamento é uma coisa importante, e eu não posso dizer 'sim' ou 'não', imediatamente". E ele morreu com a questão, sem se casar. Ele viveu muito — talvez uns setenta anos — e ficou continuamente apresentando argumentos, discutindo. Mas ele não descobriu resposta alguma que não tivesse seu oposto equivalente.

Ele jamais pôde tornar-se professor. Ele tinha preenchido o formulário, ele tinha todas as qualificações — as melhores qualificações possíveis! —, tinha muitos livros em seus créditos, de tamanha importância, que após um século eles ainda são contemporâneos, não envelheceram, não ficaram ultrapassados. Ele preencheu o formulário, mas não pôde assiná-lo — por causa do "ou/ou"... se entrava ou não no serviço. O formulário foi encontrado quando ele morreu, no pequeno quarto onde ele vivia.

Seu pai, vendo aquela situação — e ele era seu único filho —, vendo que até para ir a algum lugar ele parava no cruzamento para decidir ir por este caminho ou por aquele caminho... durante horas! Toda a Copenhague ficou sabendo da esquisitice desse homem, e as crianças o apelidaram de "Ou/ou", e os gaiatos o seguiam, gritando "Ou/ou!", aonde quer que ele fosse.

Antes de morrer, seu pai liquidou todos os seus negócios, juntou todo o dinheiro, depositou numa conta bancária, e deu um jeito para que, a cada primeiro dia do mês, Kierkegaard pudesse receber certo montante em dinheiro, de modo que, durante toda a sua vida ele pudesse, pelo menos, sobreviver.

E vocês se surpreenderão: no dia em que ele estava voltando para casa, no primeiro dia do mês, após retirar a última parcela do dinheiro — o dinheiro tinha acabado —, ele caiu na rua e morreu. Com a última prestação! Essa era a coisa certa a fazer. O que mais fazer? —... porque depois daquele mês, o que faria ele?

E devido aos gaiatos e a outras pessoas que o importunavam e o chamavam de "Ou/ou", ele saía somente uma única vez por mês, só no primeiro dia, para ir ao correio. Mas agora então não sobrara nada — no próximo mês ele não tinha aonde ir.

Ele escrevia livros, mas não estava decidido quanto a publicá-los ou não; ele deixou todos os seus livros sem publicar. Eles são de tremendo valor. Cada livro tem uma grande penetração nas coisas. Sobre cada assunto que ele escreveu, ele foi até às raízes, até os mínimos detalhes... um gênio, mas um gênio da mente.

Com a mente, esse é o problema — não é um problema seu — e, quando melhor mente você tem, maior será o problema. Mentes menores não encontram muito esse problema. É a mente do gênio que é oposta, com duas polaridades, e não pode escolher. E, então, ele cai num limbo.

O que eu tenho tentado dizer a vocês é que é da natureza da mente estar em um limbo. É da natureza da mente estar no meio dos polos opostos. A menos que você se afaste da mente e torne-se uma testemunha de todos os seus jogos, você jamais será decidido.

Mesmo se algumas vezes você se decidir, a despeito da mente —, você se arrependerá, porque a outra metade pela qual você não se decidiu, vai ficar perseguindo-o: talvez esta fosse a certa e a que você escolheu, a errada — e agora não há meios de se saber. Talvez a escolha que você deixou de lado fosse a melhor.

Mas, mesmo que você a tivesse escolhido, a situação não seria diferente, aí então, aquela que tivesse sido deixada de lado o perturbaria.
A mente é, basicamente, o princípio da loucura.
E se você estiver muito nela, ela o conduzirá à loucura.

Osho, em "Além da Psicologia — Discursos no Uruguai"
Imagem por Julia Manzerova

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O QUE É QUERER ?

Fonte : Nietzsche - Aurora

O que é querer ?
Rimos daquele que ultrapassa o limiar de sua porta no momento em que o sol ultrapassa o limiar da sua e que diz : " Quero que o sol se levante "; e daquele que não pode fazer parar uma roda e diz : " Quero que ela rode "; e daquele que foi derrubado numa luta e diz : " Estou no chão, mas quero estar no chão  ! " Mas , apesar dos gracejos, agimos alguma vez de outra forma que um desses três, quando empregamos a expressão : " Eu quero "?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Ambição

Na minha percepção a palavra "ambição" sempre esteve direcionado  ao lado negativo; más é relativo !
Há  a "ambição negativa " que está direcionado ao desejo de poder, glória, riqueza, pretensão, cobiça direcionado  ao individualismo e ao egoísmo.
Há  a "ambição positiva" que é  a  busca ou desejo de poder, glória, riqueza direcionado ao Bem, por exemplo : " Tenho a  ambição de conseguir o poder, tal poder direcionado a uma causa política, educacional visando o bem comum.
" Também se referindo a glória direcionado a Virtude"; e a " Riqueza, direcionado a riqueza de espírito e da  busca de mais conhecimento ".

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PAIXÕES

DAVID HUME (1711-1776), ESCREVE AS PAIXÕES DE ACORDO COM O MODO COMO ELAS SE ORIGINA, POR EXEMPLO : PAIXÕES DIRETAS : ORIGINA DO PRAZER OU DOR, OU DO BEM OU MAL.
PAIXÕES INDIRETAS : SÃO ORGULHO E HUMILDADE, AMBIÇÃO, VAIDADE , AMOR E ÓDIO, ASSIM COMO A INVEJA, PENA E MALÍCIA.
PAIXÕES ORIGINAIS : RELACIONADO COM OS INSTINTOS. NÃO SE ORIGINAM DO PRAZER E  DOR, QUANDO SE AGE A PARTIR DELAS.
MAS HÁ  OUTROS TIPOS  DE PAIXÃOS , COMO : PAIXÕES ORIGINAIS ( PRIMÁRIAS ) : O DESEJO DE PUNIR NOSSOS INIMIGOS OU DE PROMOVER A FELICIDADE DE NOSSOS AMIGOS; FOME , SEDE, APETITES CORPORAIS.

PESQUISEM  É   BEM INTERESSANTE O QUE  O  FILÓSOFO ABORDA  A QUESTÃO DAS PAIXÕES!!!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

POEMA DE NIETZSCHE

Fonte: A Gaia Ciência, p.280.
PARA OS MARES NOVOS.

Lá embaixo - quero ir e confio
Em mim e em minha arte.
O mar se oferece, vasto, e se estende
E meu barco genovês navega para o azul.

Tudo cintila para mim, num esplendor novo.
O meio-dia cochila no espaço e no tempo:-
Só teu olhar - monstruoso
Me fita, ó infinito !

quarta-feira, 28 de abril de 2010

FILOSOFIA CLÍNICA

Na Filosofia clínica,o jogo  comunicativo ou os  jogos de linguagem. Significa o envolvimento do filosófo clínico com o partilhante, isto é, envolve tudo que relaciona os  sentidos e o intelecto direcionado a  uma interseção : intuição, comunicação verbal, etc. Na idéia  do Wittgensten, está relaconado  com o ( mostrar ). O ( mostrar ) inserido nos  jogos de linguagem, que  abrem a possibilidade de construir outras percepções e sentidos de  mundo, valorizando as  vivências  de  cada interlocutor.
Na  obra do filósofo e lógico inglês , obras  como : Investigações Filosóficas e Tractatus Logico-Philosophicus são obras  de imensa inportância na Filosofia Clínica.
Wittgenstein ( Lodwig Josef -, 1889-1951 ).