Perguntaram a Osho: Por que é tão difícil aceitar que se é um fracasso? Eu preferiria sacrificar o meu bem-estar a admitir que falhei.
A pergunta que você faz é a pergunta de todas as pessoas que foram treinadas para ser egoístas. E, infelizmentem toda a educação moderna, baseada na psicologia moderna, ensina todo o mundo a ser egoísta, forte, cristalizado.
A ideia é que você está sendo preparado pela educação para um mundo competitivo. É uma batalha constante. Todos são seus inimigos, porque todos são seus concorrentes. E, a não ser que você tenha um ego muito forte, não virá a ser um presidente, não será o homem mais rico do mundo. Você permanecerá um ninguém, deixado de lado na estrada, e toda a caravana de competidores seguirá à sua frente. Você será esmagado por todos.
Esse medo tem sido criado em toda criança — que você tem de ser muito forte, de outro modo será esmagado. Todos estão tentando ser vitoriosos de uma forma ou de outra. Todos estão competindo para chegar à frente, para se tornar especiais.
Sua questão surgiu devido a esse ensinamento errado, esse ensinamento profundamente desumano. Você é uma vítima de um mundo iníquo, de uma civilização iníqua, de um sistema educacional iníquo.
Você pergunta: "Por que é tão difícil aceitar que se é um fracasso?" Porque fere o ego; de outra forma não haveria problema. Você se sente desnecessariamente preocupado porque não aceita ser um fracasso. Você diz: "Eu preferiria sacrificar o meu bem-estar a admitir que falhei". A própria ideia de ser competitivo é egoísta. É doente.
Não há nada errado em ser um fracasso. Apenas seja um fracasso total! Faça tudo o que puder fazer e, se o fracasso vier, aceite-o com dignidade.
Alguém tem de falhar, alguém tem de ganhar. Você não deve ficar muito apegado ao seu ego, que sempre tem de ganhar. De vez em quando, apenas para variar, não faz mal falhar. Pode-se aprender muito tanto pelo fracasso quanto pela vitória.
Você pode aprender o não-egocentrismo, você pode aprender a humildade, você pode aprender a aceitar o que quer que a vida traga a você. E todas essas coisas lhe trarão maturidade. Então quem se preocupa com quem é o ganhador e quem é o perdedor?
As pessoas receiam, desnecessariamente, que o mundo inteiro esteja observando. Ninguém tem tempo. Todo mundo está interessado em sua própria competição.
Depois de ser eleito presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan retorna à pequena cidade onde cresceu. "Suponho que todos vocês saibam da grande honra que me foi conferida", ele diz a um velho colega de escola.
"Sim", é a resposta.
"E o que todos dizem a respeito?", pergunta Reagan.
"Não dizem nada", responde o homem. "Apenas riem."
Quem se importa? As pessoas simplesmente riem de que esse idiota tenha se tornado presidente. De fato, se você é um fracasso, pode ter a simpatia de todos. Mas, se for um sucesso, não terá a simpatia de todos.
Mas deveríamos aprender a arte de jogar. Deveríamos aprender que alguém tem de ganhar e alguém tem de perder. E, se você for um homem humilde, vai preferir ser um fracasso a impedir alguém mais de ser vitorioso. Talvez você nunca tenha pensado sobre a possibilidade de desfrutar o passado porque deu chance a alguém de desfrutar a vitória. A vitória do outro depende de você; você poderia ter impedido a vitória dele.
Porém , tudo o que é necessário é uma profunda consciência para pensar e ver que essas são as únicas duas possibilidades. Lute com sua total energia e intensidade, mas não é necessário que você seja um vencedor.
E, quando o outro ganhar, regozije-se em sua vitória também. Foi um belo jogo. Não se sinta derrotado. Seu fracasso será uma derrota somente se você não tiver posto toda a energia nisso. Se você pôs, pode tornar seu fracasso mais valioso do que a própria vitória.
Você parece ser uma pessoa muito séria. Leve a vida como um jogo, desfrute cada lado dele: a derrota, a vitória, desviando-se ou encontrando o caminho correto, a escuridão da noite e a beleza do amanhecer. Desfrute ambos os lados, todas as possibilidades, e aprenda de cada experiência algo que lhe traga mais maturidade.
E aprenda a ser um pouco menos sério e a ter um pouco mais de entendimento... Tenha um pouco mais de senso de humor. Só para você, uma pequena história...
Três mulheres morreram e chegaram à porta do céu, onde tiveram um encontro com São Pedro. "Você evitou o sexo na Terra?", ele pergunta à primeira senhora.
"Evitei completamente", ela responde.
"Muito bem", diz Pedro. "Aqui está a chave dourada - ela abrirá as portas do paraíso."
Então ele se volta para a segunda mulher e pergunta: "E quanto a você?"
"Bem", ela responde, "mais ou menos."
"O.k.", diz Pedro. "Aqui está uma chave de prata - ela abrirá as portas do purgatório."
"Então ele pergunta à terceira mulher: "E quanto a você?"
"Eu? Fiz todas as coisas que você puder imaginar e também muitas coisas que você não pode imaginar!"
"Ótimo!", diz Pedro. "Aqui está a chave do meu quarto - estarei lá em um minuto."
FONTE :
www.palavrasdeosho.com
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
PENSAMENTO
A filósofa Marilena Chauí, explica :
" é a consciência ou a inteligência saindo de si
( passeando ) para ir colhendo, reunindo, recolhendo
os dados oferecidos pela experiência, pela percepção, pela
imaginação, pela memória, pela linguagem e, voltando
a si,para considerá-los, retirando deles conclusões,
formulando com eles ideias, conceitos, juízos,
raciocínios, valores "( Convite à Filosofia, p.153).
" é a consciência ou a inteligência saindo de si
( passeando ) para ir colhendo, reunindo, recolhendo
os dados oferecidos pela experiência, pela percepção, pela
imaginação, pela memória, pela linguagem e, voltando
a si,para considerá-los, retirando deles conclusões,
formulando com eles ideias, conceitos, juízos,
raciocínios, valores "( Convite à Filosofia, p.153).
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A CIÊNCIA
O ser humano sempre questionou e , procura saber em que mundo ele vive, isto é, procura respostas para suas dúvidas . No entanto, a sua finalidade é fazer ciência. São vários tipos de ciências, algumas para o bem social, algumas que fporam para o bem social e que se transformaram em grande terrosr para o mundo.Evoluímos com a ciência ? A ciência tem o seu limite ?Más, a ciência conhece a Mãe Natureza ? Reflita sobre essa questão!!!!terça-feira, 19 de janeiro de 2010
TELEVISÃO
A TELEVISÃO GRANDE INVENÇÃO HUMANA ? GRANDE OBJETO, APENAS UM OBJETO.................MÁS A QUESTÃO É A SUA FINALIDADE HOJE, NA NOSSA VIDA VIGENTE!!!! MUITOS CRITICAM A SUA FINALIDADE E MUITOS APRECIAM A SUA MAGNITUDE, ISTO É, A SUA FORÇA DE HIPNOTIZAR ALGUNS, OU, MUITOS.....MÁS ELA ESTÁ AÍ, SER BOM OU RUIM É QUESTÃO DE GOSTO, OU DE PERCEPÇÃO!!!!!!REFLITA !!!!!!!!!!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
ESTAR PRESENTE
O "ESTAR PRESENTE" PODE SER O "AQUI-AGORA", PODE SER "UM ESTADO DE ESPÍRITO", ENFIM..... VÁRIOS SIGNIFICADOS E CONVENÇÕES A RESPEITO "DO ESTAR" OU " DE SER ". POR ISSO REFLITA !!!!!!
BUSCA O SEU SIGNIFICADO DE "ESTAR PRESENTE" !!!!!!!
BUSCA O SEU SIGNIFICADO DE "ESTAR PRESENTE" !!!!!!!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
ANO NOVO 2010
Novas buscas, novos pensamentos, novos namorados (as), enfim.........
Por que pedir , ou, refletir neste dia ?
A vida é movimento, isto é, sempre o novo, quer dizer que as nossas células mudam todos os dias, nossos pensamentos , nossas buscas, perdas , ganhos..............
Planejar, objetivar nossa caminhada existencial é fazer todos os dias!!!!!!!!
Precisamos realmentre repensar a nossa vida só no fim do ano ?
Reflita todos os dias!!!!!!!
Por que pedir , ou, refletir neste dia ?
A vida é movimento, isto é, sempre o novo, quer dizer que as nossas células mudam todos os dias, nossos pensamentos , nossas buscas, perdas , ganhos..............
Planejar, objetivar nossa caminhada existencial é fazer todos os dias!!!!!!!!
Precisamos realmentre repensar a nossa vida só no fim do ano ?
Reflita todos os dias!!!!!!!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
REALIDADE X CONCEITO
CONCEITO E REALIDADE
FONTE : XAMANISMO / CONCEITO E REALIDADE
Quem ou o quê pode garantir que conceito e realidade são absolutamente iguais?
O conceito é uma coisa e a realidade é outra e existe a tendência de superes- timar nossos próprios conceitos.
É interessante como vivemos numa civilização que acredita que rotular é entender. Basta dar um conceito para algo e passamos a lidar com este algo como se o conhecêssemos.
Veja por exemplo o elétron, um dos maiores mistérios da física. É algo complexo, dual, antagônico e paradoxal. Toda vez que vejo alguém questionando algo por ser paradoxal sempre me lembro que uma das estruturas fundamentais da realidade é em si pleno paradoxo. Mas aí se dá o conceito e pronto, usamos o termo elétron como se o compreendêssemos.
Creio que isto é interessante. Rotular, conceituar algo pode nos ajudar, mostra que há algo lá, mas não nos revela, ao contrário, muitas vezes nos afasta da realidade que queremos encontrar.
A um processo psicológico qualquer, corretamente estruturado mediante uma lógica exata, opõe-se outro diferente, rigidamente formado com lógica similar ou superior; e então ?
Duas mentes severamente disciplinadas dentro de férreas estruturas intelectuais, discutindo entre si, polemizando sobre tal ou qual realidade, crêem, cada uma, na exatidão de seu próprio conceito e na falsidade do conceito alheio; mas, qual delas tem a razão?
Interessante como apesar de tudo ainda estamos presos à concepção, eu chamaria de jesuítica, do confronto. Um quer demonstrar que a idéia do outro está errada. Será que vamos sempre limitar toda troca de informações nisso? Em converter? Será que ninguém se aproxima de um debate com uma proposta muito mais ampla e sensata, a meu ver, que é uma troca de informações, uma troca de pontos de vista, considerando que cada um pode permanecer com suas próprias concepções?
Quem poderia, honestamente, inclinar-se por um ou outro dos polemizadores? Como poderíamos, honestamente, garantir um ou outro lado? Em qual deles conceito e realidade são iguais?
Se o conceito é uma elaboração mental creio que o conceito nunca vai ser igual a realidade, ele é sempre uma aproximação, um falar sobre, um indicar algo.
Indiscutivelmente, cada cabeça é um mundo e em todos e em cada um de nós existe uma espécie de dogmatismo pontifício e ditatorial que quer nos fazer crer na igualdade absoluta de conceito e realidade.
Desfazer esse equívoco e perceber que o conceito alude a realidade mas não é a realidade e, mais, não pode ser a realidade, parece uma proposta comum a muitas linhagens.
Tudo que temos é uma descrição da realidade, criada por conjunturas históricas, adequadas a esse tempo e lugar no qual estamos. Cada época tem uma forma de lidar com a realidade.
Abrir-se ao novo é a difícil facilidade do clássico.
Infelizmente, as pessoas querem descobrir, ver em todo fenômeno natural seus próprios dogmas/pré-julgament os, conceitos, preconceitos, opiniões e teorias; ninguém sabe ser receptivo, ver o novo com mente limpa e espontânea.
Creio que aqui há o desejo de continuidade e o medo que todo novo traz consigo pois ameaça o frágil edifício da personalidade que domina as pessoas. Mudar é sempre morrer um pouco e como teme a morte a personalidade que sabe ter seu poder apenas na ilusão da permanência, mantida através da construção de uma falsa continuidade, conceitual, pois na realidade nada há que a apóie. O que é a personalidade, ou ego, em última instância? Um conceito que tenta fazer-se real. Assim nota-se que vai procurar desesperadamente "provar" que o conceito é real, para provar-se a si mesma como existente, quando mais não é que conceito, descrição, resultante inexistente em si.
Que os fenômenos falassem ao sábio seria o indicado. Desafortunadamente, os sábios desses tempos não sabem escutar, não sabem ver os fenômenos, só querem ver nos mesmos a confirmação de todos os seus preconceitos.
Poderíamos mudar o termo sábio aqui, só para garantir um cuidado com os termos, este tempo tem seus sábios, que obviamente percebem a diferença que estamos debatendo, mas estes sábios não estão exatamente no centro das pesquisas científicas nem nas cátedras da filosofia. Estas estão tomadas em grande parte por indivíduos que tem grande intelecto, o que não quer dizer de forma alguma sabedoria e estes se usam da ciência para provar sua própria superioridade, suas certezas e assim não tem a premissa fundamental do cientista: Duvidar sempre e estar pronto a substituir todas suas hipóteses frente a novas evidências.
Ainda que pareça incrível, os cientistas modernos nada sabem sobre os fenômenos naturais.
Eu não diria exatamente assim, creio que sabem muito, mas equivocam-se quando pretendem saber tudo. Sabem de muitas coisas mas não conseguem fazer disso algo associado a suas próprias vidas, continuam gerando essa ciência que se especializou em produzir conforto e armas.
Quando vemos nos fenômenos da natureza exclusivamente nossos próprios conceitos, certamente não estamos vendo os fenômenos, mas os conceitos.
Contudo, os tontos cientistas alucinados por seu fascinante intelecto, crêem, de forma estúpida, que cada um de seus conceitos é absolutamente igual a tal ou qual fenômeno observado, quando a realidade é diferente.
É interessante, nas chamadas leis da natureza, os cientistas realizaram interpretações fenomênicas e declararam que descobriram as leis fundamentais da natureza, e consideram agora que a natureza está presa a estas leis. E negam certas descobertas afirmando: "Isto vai contra as leis da natureza".
Que leis?
Percebem que é a mesma mente que no passado criou as "leis de Deus" e que também perseguia quem ia contra estas "leis divinas" como se a própria divindade tivesse vindo ditar as leis em pessoa, da mesma forma que hoje usam suas observações, ainda tão frágeis, para já determinar os limites da natureza.
Creio que aqui há uma generalização perigosa, todos os cientistas não, uma parte deles sim, uma parte significativa, mas se ler os que estão trabalhando com teorias arrojadas, como a Bootstrap vai notar que eles pensam já de forma bem menos dogmática e justamente estão profundamente cientes que conceito é uma aproximação da realidade , não a realidade em si.
Tão logo a mente observe tal ou qual fenômeno através dos sentidos, apressa-se de imediato a rotulá-lo com tal ou qual termo científico que, indiscutivelmente, só vem a servir como remendo para tapar a própria ignorância.
Creio que a mente mecânica, que é a que o ser humano via de regra usa, não é mesmo capaz de ir além e por isso disfarça seus limites, rotulando, limitando a seus próprios limites, tudo o que não pode compreender em essência. Temos que entrar em outro nível da mente para investigarmos diretamente a natureza e seus mistérios, do contrário ficamos apenas a rotular, sem chegar a lugar nenhum.
PRECISO REFLETIR SOBRE ESTE ARTIGO!!!!!!!!!!!
FONTE : XAMANISMO / CONCEITO E REALIDADE
Quem ou o quê pode garantir que conceito e realidade são absolutamente iguais?
O conceito é uma coisa e a realidade é outra e existe a tendência de superes- timar nossos próprios conceitos.
É interessante como vivemos numa civilização que acredita que rotular é entender. Basta dar um conceito para algo e passamos a lidar com este algo como se o conhecêssemos.
Veja por exemplo o elétron, um dos maiores mistérios da física. É algo complexo, dual, antagônico e paradoxal. Toda vez que vejo alguém questionando algo por ser paradoxal sempre me lembro que uma das estruturas fundamentais da realidade é em si pleno paradoxo. Mas aí se dá o conceito e pronto, usamos o termo elétron como se o compreendêssemos.
Creio que isto é interessante. Rotular, conceituar algo pode nos ajudar, mostra que há algo lá, mas não nos revela, ao contrário, muitas vezes nos afasta da realidade que queremos encontrar.
A um processo psicológico qualquer, corretamente estruturado mediante uma lógica exata, opõe-se outro diferente, rigidamente formado com lógica similar ou superior; e então ?
Duas mentes severamente disciplinadas dentro de férreas estruturas intelectuais, discutindo entre si, polemizando sobre tal ou qual realidade, crêem, cada uma, na exatidão de seu próprio conceito e na falsidade do conceito alheio; mas, qual delas tem a razão?
Interessante como apesar de tudo ainda estamos presos à concepção, eu chamaria de jesuítica, do confronto. Um quer demonstrar que a idéia do outro está errada. Será que vamos sempre limitar toda troca de informações nisso? Em converter? Será que ninguém se aproxima de um debate com uma proposta muito mais ampla e sensata, a meu ver, que é uma troca de informações, uma troca de pontos de vista, considerando que cada um pode permanecer com suas próprias concepções?
Quem poderia, honestamente, inclinar-se por um ou outro dos polemizadores? Como poderíamos, honestamente, garantir um ou outro lado? Em qual deles conceito e realidade são iguais?
Se o conceito é uma elaboração mental creio que o conceito nunca vai ser igual a realidade, ele é sempre uma aproximação, um falar sobre, um indicar algo.
Indiscutivelmente, cada cabeça é um mundo e em todos e em cada um de nós existe uma espécie de dogmatismo pontifício e ditatorial que quer nos fazer crer na igualdade absoluta de conceito e realidade.
Desfazer esse equívoco e perceber que o conceito alude a realidade mas não é a realidade e, mais, não pode ser a realidade, parece uma proposta comum a muitas linhagens.
Tudo que temos é uma descrição da realidade, criada por conjunturas históricas, adequadas a esse tempo e lugar no qual estamos. Cada época tem uma forma de lidar com a realidade.
Abrir-se ao novo é a difícil facilidade do clássico.
Infelizmente, as pessoas querem descobrir, ver em todo fenômeno natural seus próprios dogmas/pré-julgament os, conceitos, preconceitos, opiniões e teorias; ninguém sabe ser receptivo, ver o novo com mente limpa e espontânea.
Creio que aqui há o desejo de continuidade e o medo que todo novo traz consigo pois ameaça o frágil edifício da personalidade que domina as pessoas. Mudar é sempre morrer um pouco e como teme a morte a personalidade que sabe ter seu poder apenas na ilusão da permanência, mantida através da construção de uma falsa continuidade, conceitual, pois na realidade nada há que a apóie. O que é a personalidade, ou ego, em última instância? Um conceito que tenta fazer-se real. Assim nota-se que vai procurar desesperadamente "provar" que o conceito é real, para provar-se a si mesma como existente, quando mais não é que conceito, descrição, resultante inexistente em si.
Que os fenômenos falassem ao sábio seria o indicado. Desafortunadamente, os sábios desses tempos não sabem escutar, não sabem ver os fenômenos, só querem ver nos mesmos a confirmação de todos os seus preconceitos.
Poderíamos mudar o termo sábio aqui, só para garantir um cuidado com os termos, este tempo tem seus sábios, que obviamente percebem a diferença que estamos debatendo, mas estes sábios não estão exatamente no centro das pesquisas científicas nem nas cátedras da filosofia. Estas estão tomadas em grande parte por indivíduos que tem grande intelecto, o que não quer dizer de forma alguma sabedoria e estes se usam da ciência para provar sua própria superioridade, suas certezas e assim não tem a premissa fundamental do cientista: Duvidar sempre e estar pronto a substituir todas suas hipóteses frente a novas evidências.
Ainda que pareça incrível, os cientistas modernos nada sabem sobre os fenômenos naturais.
Eu não diria exatamente assim, creio que sabem muito, mas equivocam-se quando pretendem saber tudo. Sabem de muitas coisas mas não conseguem fazer disso algo associado a suas próprias vidas, continuam gerando essa ciência que se especializou em produzir conforto e armas.
Quando vemos nos fenômenos da natureza exclusivamente nossos próprios conceitos, certamente não estamos vendo os fenômenos, mas os conceitos.
Contudo, os tontos cientistas alucinados por seu fascinante intelecto, crêem, de forma estúpida, que cada um de seus conceitos é absolutamente igual a tal ou qual fenômeno observado, quando a realidade é diferente.
É interessante, nas chamadas leis da natureza, os cientistas realizaram interpretações fenomênicas e declararam que descobriram as leis fundamentais da natureza, e consideram agora que a natureza está presa a estas leis. E negam certas descobertas afirmando: "Isto vai contra as leis da natureza".
Que leis?
Percebem que é a mesma mente que no passado criou as "leis de Deus" e que também perseguia quem ia contra estas "leis divinas" como se a própria divindade tivesse vindo ditar as leis em pessoa, da mesma forma que hoje usam suas observações, ainda tão frágeis, para já determinar os limites da natureza.
Creio que aqui há uma generalização perigosa, todos os cientistas não, uma parte deles sim, uma parte significativa, mas se ler os que estão trabalhando com teorias arrojadas, como a Bootstrap vai notar que eles pensam já de forma bem menos dogmática e justamente estão profundamente cientes que conceito é uma aproximação da realidade , não a realidade em si.
Tão logo a mente observe tal ou qual fenômeno através dos sentidos, apressa-se de imediato a rotulá-lo com tal ou qual termo científico que, indiscutivelmente, só vem a servir como remendo para tapar a própria ignorância.
Creio que a mente mecânica, que é a que o ser humano via de regra usa, não é mesmo capaz de ir além e por isso disfarça seus limites, rotulando, limitando a seus próprios limites, tudo o que não pode compreender em essência. Temos que entrar em outro nível da mente para investigarmos diretamente a natureza e seus mistérios, do contrário ficamos apenas a rotular, sem chegar a lugar nenhum.
PRECISO REFLETIR SOBRE ESTE ARTIGO!!!!!!!!!!!
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