sábado, 17 de dezembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
PARA LER E PENSAR - PALAVRAS DE OSHO
Não renuncie ao dinheiro, renuncie à propensão ao dinheiro
Eu não sou contra o dinheiro, sou contra a propensão ao dinheiro. Não sou contra as posses, sou contra a possessividade. E essas são dimensões totalmente diferentes, diametralmente opostas.
Ser contra o dinheiro é estúpido. O dinheiro é um meio muito belo, um meio de intercâmbio. Sem ele não pode haver uma cultura evoluída, sociedade ou civilização.
Apenas imagine que o dinheiro desapareceu do mundo. Então tudo o que é confortável, tudo aquilo que lhe dá conforto desaparecerá com ele. As pessoas serão reduzidas a uma profunda pobreza.
O dinheiro tem prestado uma tremenda ajuda; e é preciso apreciá-lo. Assim, não sou contra o dinheiro, mas certamente sou contra a propensão ao dinheiro, e as pessoas não fazem essa distinção. Todo o passado humano viveu em confusão.
Renuncie à propensão ao dinheiro, mas não há necessidade de renunciar ao dinheiro em si. O dinheiro tem de ser criado, a prosperidade tem de ser criada. Sem a prosperidade, toda a ciência desaparecerá, toda a tecnologia desaparecerá, todas as grandes conquistas do homem desaparecerão. O homem não será capaz de atingir a lua, o homem não será capaz de voar.
Sem o dinheiro, a vida se estagnará, exatamente como sem a linguagem toda arte, toda literatura, toda poesia, toda música desaparecerão. Exatamente como a linguagem o ajuda a trocar pensamentos, a se comunicar, o dinheiro o ajuda a trocar coisas; também é uma forma de comunicação.
Mas as pessoas com uma mente propensa ao dinheiro se apegam a ele; destroem toda a sua finalidade. Sua finalidade é passar de uma mão a outra. É por isso que é chamado de moeda corrente: tem de permanecer como uma corrente, movendo-se. Quanto mais se move, melhor; mais rica se torna a sociedade.
Se eu tiver apenas uma rupia e ela correr e passar por cinco mil sannyasins, então uma rupia se tornará cinco mil rupias. Quanto mais se move, mais dinheiro é criado. Funciona como se existissem cinco mil rupias - apenas uma rupia!
Mas a pessoa propensa ao dinheiro agarra-se a ele; interrompe a corrente. Ela o segura, apega-se a ele, não o usa.
Posted: 15 Nov 2011 04:14 PM PST
Muitos sábios orientais do passado foram contra o dinheiro. Você, ao contrário, não é. Poderia, por favor, comentar?
Eu não sou contra o dinheiro, sou contra a propensão ao dinheiro. Não sou contra as posses, sou contra a possessividade. E essas são dimensões totalmente diferentes, diametralmente opostas.
Ser contra o dinheiro é estúpido. O dinheiro é um meio muito belo, um meio de intercâmbio. Sem ele não pode haver uma cultura evoluída, sociedade ou civilização.
Apenas imagine que o dinheiro desapareceu do mundo. Então tudo o que é confortável, tudo aquilo que lhe dá conforto desaparecerá com ele. As pessoas serão reduzidas a uma profunda pobreza.
O dinheiro tem prestado uma tremenda ajuda; e é preciso apreciá-lo. Assim, não sou contra o dinheiro, mas certamente sou contra a propensão ao dinheiro, e as pessoas não fazem essa distinção. Todo o passado humano viveu em confusão.
Renuncie à propensão ao dinheiro, mas não há necessidade de renunciar ao dinheiro em si. O dinheiro tem de ser criado, a prosperidade tem de ser criada. Sem a prosperidade, toda a ciência desaparecerá, toda a tecnologia desaparecerá, todas as grandes conquistas do homem desaparecerão. O homem não será capaz de atingir a lua, o homem não será capaz de voar.
Sem o dinheiro, a vida se estagnará, exatamente como sem a linguagem toda arte, toda literatura, toda poesia, toda música desaparecerão. Exatamente como a linguagem o ajuda a trocar pensamentos, a se comunicar, o dinheiro o ajuda a trocar coisas; também é uma forma de comunicação.
Mas as pessoas com uma mente propensa ao dinheiro se apegam a ele; destroem toda a sua finalidade. Sua finalidade é passar de uma mão a outra. É por isso que é chamado de moeda corrente: tem de permanecer como uma corrente, movendo-se. Quanto mais se move, melhor; mais rica se torna a sociedade.
Se eu tiver apenas uma rupia e ela correr e passar por cinco mil sannyasins, então uma rupia se tornará cinco mil rupias. Quanto mais se move, mais dinheiro é criado. Funciona como se existissem cinco mil rupias - apenas uma rupia!
Mas a pessoa propensa ao dinheiro agarra-se a ele; interrompe a corrente. Ela o segura, apega-se a ele, não o usa.
Osho, em "Dinheiro, Trabalho, Espiritualidade"
Imagem por Images_of_Money
Imagem por Images_of_Money
terça-feira, 1 de novembro de 2011
PARA LER E PENSAR - PALAVRAS DE OSHO
Sem medo de cometer erros
Viva sua vida como se você fosse a primeira pessoa na Terra; viva como se você fosse Adão e Eva - ninguém esteve aqui antes, portanto não há a quem imitar.
Quando você começa a viver de acordo com sua luz própria, sem medo de cometer erros... Erros sempre serão cometidos, eles são naturais, inevitáveis e também benéficos. Se você não comete erros, nunca aprende.
Claro que não se deve cometer os mesmos erros de novo, pois isso seria estupidez. Descubra novos erros, novos caminhos por onde se extraviar.
É melhor se extraviar por um novo caminho que seguir a multidão pelo caminho certo, porque essa não é uma questão de certo ou errado - a questão é de autenticidade, sinceridade consigo mesmo, responsabilidade para seu próprio ser.
Meditação é a aplicação da inteligência a tudo que você fizer, até que, lentamente, lentamente, a inteligência se torne uma luz em você.
Posted: 31 Oct 2011 10:58 AM PDT
Viva sua vida como se você fosse a primeira pessoa na Terra; viva como se você fosse Adão e Eva - ninguém esteve aqui antes, portanto não há a quem imitar.Quando você começa a viver de acordo com sua luz própria, sem medo de cometer erros... Erros sempre serão cometidos, eles são naturais, inevitáveis e também benéficos. Se você não comete erros, nunca aprende.
Claro que não se deve cometer os mesmos erros de novo, pois isso seria estupidez. Descubra novos erros, novos caminhos por onde se extraviar.
É melhor se extraviar por um novo caminho que seguir a multidão pelo caminho certo, porque essa não é uma questão de certo ou errado - a questão é de autenticidade, sinceridade consigo mesmo, responsabilidade para seu próprio ser.
Meditação é a aplicação da inteligência a tudo que você fizer, até que, lentamente, lentamente, a inteligência se torne uma luz em você.
Osho, em "Meditações Para o Dia"
Imagem por J Heffner
Imagem por J Heffner
domingo, 30 de outubro de 2011
PARA LER E PENSAR - PALAVRAS DE OSHO
Ego
Todos nós nascemos sem um ego. Quando uma criança nasce, ela é apenas consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem, sem ego. Aos poucos, o ego é criado pelos outros. O ego é o efeito acumulado das opiniões dos outros sobre você.
Um vizinho chega e diz "Que criança bonita!", e olha para a criança com um olhar de apreciação. Então o ego começa a funcionar. Alguém sorri, uma outra pessoa não sorri. Algumas vezes a mãe é muito carinhosa, outras vezes está muito zangada.
E a criança vai aprendendo que não é aceita como ela é. Seu ser não é aceito de forma incondicional: há condições a serem satisfeitas. Se ela grita e chora e há visitas na casa, sua mãe se zanga. Se ela grita e chora, mas não há visitas na casa, sua mãe não se importa.
Se ela não grita, nem chora, sua mãe a recompensa sempre com beijos amorosos e com carinho. Quando há visitas, se a criança sabe ficar quieta, em silêncio, sua mãe fica muito feliz e a recompensa. A criança vai aprendendo as opiniões dos outros sobre si mesma olhando no espelho dos relacionamentos.
Você não pode ver a sua face diretamente. Você tem que olhar em um espelho, e no espelho você pode reconhecer sua face. Esse reflexo se torna sua ideia de sua face, e há milhares de espelhos a seu redor, todos eles refletindo algo. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém é indiferente.
E então, aos poucos, a criança cresce e continua acumulando as opiniões de outras pessoas. A essência total dessas opiniões dos outros constitui o ego. A pessoa começa a olhar para si mesma da forma como os outros a veem. Começa a se olhar de fora: isso é o ego.
Se as pessoas gostam dela e a aplaudem, ela pensa ser bela, estar sendo aceita. Se as pessoas não a aplaudem e não gostam dela, rejeitando-a, ela se sente condenada. Ela está continuamente procurando formas e meios para ser apreciada, para ser repetidamente assegurada de que possui valor, que possui um mérito, um sentido e um significado.
Então a pessoa passa a ter medo de ser ela mesma. É preciso encaixar-se na opinião dos outros.
Se você deixar de lado o ego, subitamente se tornará novamente uma criança. Você não estará mais preocupado com o que os outros pensam sobre você, não prestará mais atenção àquilo que os outros dizem de você.
Nesse momento, terá deixado cair o espelho. Ele não tem mais sentido: a face é sua, então por que perguntar ao espelho?
Posted: 29 Oct 2011 12:59 PM PDT
Todos nós nascemos sem um ego. Quando uma criança nasce, ela é apenas consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem, sem ego. Aos poucos, o ego é criado pelos outros. O ego é o efeito acumulado das opiniões dos outros sobre você.Um vizinho chega e diz "Que criança bonita!", e olha para a criança com um olhar de apreciação. Então o ego começa a funcionar. Alguém sorri, uma outra pessoa não sorri. Algumas vezes a mãe é muito carinhosa, outras vezes está muito zangada.
E a criança vai aprendendo que não é aceita como ela é. Seu ser não é aceito de forma incondicional: há condições a serem satisfeitas. Se ela grita e chora e há visitas na casa, sua mãe se zanga. Se ela grita e chora, mas não há visitas na casa, sua mãe não se importa.
Se ela não grita, nem chora, sua mãe a recompensa sempre com beijos amorosos e com carinho. Quando há visitas, se a criança sabe ficar quieta, em silêncio, sua mãe fica muito feliz e a recompensa. A criança vai aprendendo as opiniões dos outros sobre si mesma olhando no espelho dos relacionamentos.
Você não pode ver a sua face diretamente. Você tem que olhar em um espelho, e no espelho você pode reconhecer sua face. Esse reflexo se torna sua ideia de sua face, e há milhares de espelhos a seu redor, todos eles refletindo algo. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém é indiferente.
E então, aos poucos, a criança cresce e continua acumulando as opiniões de outras pessoas. A essência total dessas opiniões dos outros constitui o ego. A pessoa começa a olhar para si mesma da forma como os outros a veem. Começa a se olhar de fora: isso é o ego.
Se as pessoas gostam dela e a aplaudem, ela pensa ser bela, estar sendo aceita. Se as pessoas não a aplaudem e não gostam dela, rejeitando-a, ela se sente condenada. Ela está continuamente procurando formas e meios para ser apreciada, para ser repetidamente assegurada de que possui valor, que possui um mérito, um sentido e um significado.
Então a pessoa passa a ter medo de ser ela mesma. É preciso encaixar-se na opinião dos outros.
Se você deixar de lado o ego, subitamente se tornará novamente uma criança. Você não estará mais preocupado com o que os outros pensam sobre você, não prestará mais atenção àquilo que os outros dizem de você.
Nesse momento, terá deixado cair o espelho. Ele não tem mais sentido: a face é sua, então por que perguntar ao espelho?
Osho, em "Osho de A a Z: Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora"
Imagem por Sharon Drummond
Imagem por Sharon Drummond
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
PARA LER E PENSAR - PALAVRAS DE OSHO
Ambição
Ambição simplesmente significa que você está sentindo um profundo vazio e você deseja preenchê-lo com qualquer coisa possível; com o que quer que seja.
E uma vez entendido isso, então você não tem mais nada a ver com a ambição. Você tem algo a ver com o seu chegar a uma comunhão com o todo, assim o vazio interior desaparece.
Isso não significa que você começa a viver despido; isso simplesmente significa que você não vive somente para acumular coisas.
Posted: 20 Oct 2011 05:08 PM PDT
Ambição simplesmente significa que você está sentindo um profundo vazio e você deseja preenchê-lo com qualquer coisa possível; com o que quer que seja.E uma vez entendido isso, então você não tem mais nada a ver com a ambição. Você tem algo a ver com o seu chegar a uma comunhão com o todo, assim o vazio interior desaparece.
Isso não significa que você começa a viver despido; isso simplesmente significa que você não vive somente para acumular coisas.
Osho, em "Beyond Psychology"
Imagem por akahodag
Imagem por akahodag
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
PARA LER E PENSAR - PALAVRAS DE OSHO
Entendendo a necessidade de espaço
Procurem se entender, conversar entre si e compreender que o outro às vezes precisa de espaço. E este é o problema: pode não acontecer ao mesmo tempo para vocês dois.
Às vezes você quer estar com o seu parceiro e ele quer ficar sozinho - não há nada a fazer nesse caso. Você precisa entender e deixá-lo sozinho. Às vezes você quer ficar sozinha e ele quer ficar com você - então diga a ele que você lamenta, mas precisa do seu espaço!
Simplesmente procurem se entender cada vez mais. É aí que está a falha dos casais: o amor que eles têm é suficiente, mas o entendimento não é, não é mesmo. É por isso que o amor acaba perecendo no abismo dos desentendimentos. Ele não pode viver sem entendimento.
Sozinho, o amor é muito tolo; com entendimento, ele pode ter uma vida longa, uma vida grandiosa - de muitas alegrias compartilhadas, de muitos momentos belos compartilhados, de grandes experiências poéticas. Mas isso só acontece por meio do entendimento.
O amor pode lhe dar uma breve lua de mel, mas nada mais do que isso. Só o entendimento pode lhe dar uma intimidade profunda. Então, mesmo que algum dia vocês se separem, o entendimento ficará com vocês dois, e essa será a dádiva do amor para ambos.
O casal pode se separar, mas o entendimento a que se chegou por intermédio um do outro, na companhia um do outro, sempre estará com vocês. Isso ficará como uma dádiva, não pode haver outra.
Se você ama uma pessoa, a única dádiva valiosa que pode dar a ela é uma certa dose de entendimento.
Posted: 04 Oct 2011 06:46 PM PDT
Procurem se entender, conversar entre si e compreender que o outro às vezes precisa de espaço. E este é o problema: pode não acontecer ao mesmo tempo para vocês dois.Às vezes você quer estar com o seu parceiro e ele quer ficar sozinho - não há nada a fazer nesse caso. Você precisa entender e deixá-lo sozinho. Às vezes você quer ficar sozinha e ele quer ficar com você - então diga a ele que você lamenta, mas precisa do seu espaço!
Simplesmente procurem se entender cada vez mais. É aí que está a falha dos casais: o amor que eles têm é suficiente, mas o entendimento não é, não é mesmo. É por isso que o amor acaba perecendo no abismo dos desentendimentos. Ele não pode viver sem entendimento.
Sozinho, o amor é muito tolo; com entendimento, ele pode ter uma vida longa, uma vida grandiosa - de muitas alegrias compartilhadas, de muitos momentos belos compartilhados, de grandes experiências poéticas. Mas isso só acontece por meio do entendimento.
O amor pode lhe dar uma breve lua de mel, mas nada mais do que isso. Só o entendimento pode lhe dar uma intimidade profunda. Então, mesmo que algum dia vocês se separem, o entendimento ficará com vocês dois, e essa será a dádiva do amor para ambos.
O casal pode se separar, mas o entendimento a que se chegou por intermédio um do outro, na companhia um do outro, sempre estará com vocês. Isso ficará como uma dádiva, não pode haver outra.
Se você ama uma pessoa, a única dádiva valiosa que pode dar a ela é uma certa dose de entendimento.
Osho, em "A Essência do Amor: Como Amar Com Consciência e Se Relacionar Sem Medo"
Imagem por Keoni Cabral
Imagem por Keoni Cabral
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
PARA LER E PENSAR - PALAVRAS DE OSHO
Você é responsável
Posted: 04 Sep 2011 01:26 PM PDT
A mente ordinária sempre lança a responsabilidade em outro alguém. É sempre o outro que está lhe fazendo sofrer. Sua esposa está lhe causando sofrimento, seu marido está lhe fazendo sofrer, seus pais estão lhe fazendo sofrer, seus filhos estão lhe fazendo sofrer, ou o sistema financeiro da sociedade, capitalismo, comunismo, fascismo, a ideologia política prevalecente, a estrutura social, ou o destino, carma, Deus... você nomeia!
As pessoas têm milhões de maneiras de se esquivar da responsabilidade. Mas no momento que você diz que outra pessoa – X,Y,Z – está lhe causando sofrimento, assim você não pode fazer nada para mudar isso. O que você pode fazer? Quando a sociedade muda e o comunismo chega e há um mundo sem classes, então todos serão felizes. Antes disso, não é possível. Como é que você pode ser feliz numa sociedade pobre? E como você pode ser feliz numa sociedade que é dominada pelos capitalistas? Como você pode ser feliz com uma sociedade que é burocrática? Como você pode ser feliz com uma sociedade que não lhe permite liberdade?
Desculpas e mais desculpas – desculpas apenas evitam um insight que ”Sou responsável por mim mesmo. Ninguém mais é responsável por mim; é absolutamente e totalmente minha responsabilidade. O que quer que eu seja, sou minha própria criação”. Esse é o significado deste sutra:
E esse um é você.
Uma vez que esse insight se estabelece: "Sou responsável por minha vida – por todo meu sofrimento, pela minha dor, por tudo que aconteceu comigo e está acontecendo a mim – Eu escolhi esse caminho; essas são as sementes que eu semeei e agora estou colhendo a safra; sou responsável" – uma vez que esse insight se torna um entendimento natural em você, então tudo mais é simples.
Assim a vida começa a dar uma nova reviravolta. Começa a se mover numa nova dimensão. Essa dimensão é conversão, revolução, mutação – porque uma vez que sei que sou responsável, também sei que posso abandonar isso a qualquer momento que decida fazê-lo. Ninguém pode me impedir de abandonar isso.
Pode alguém lhe impedir abandonar sua miséria, de transformar sua miséria em felicidade? Ninguém. Mesmo que você esteja na prisão, acorrentado, preso, ninguém pode prender você; sua alma ainda permanece livre.
É claro, você fica numa situação muito limitada, mas mesmo nessa situação limitada você pode cantar uma canção. Você pode ou derramar lágrimas de desamparo ou pode cantar uma canção. Mesmo com correntes em seus pés você pode dançar; então até mesmo o som das correntes terá uma melodia nela.

As pessoas têm milhões de maneiras de se esquivar da responsabilidade. Mas no momento que você diz que outra pessoa – X,Y,Z – está lhe causando sofrimento, assim você não pode fazer nada para mudar isso. O que você pode fazer? Quando a sociedade muda e o comunismo chega e há um mundo sem classes, então todos serão felizes. Antes disso, não é possível. Como é que você pode ser feliz numa sociedade pobre? E como você pode ser feliz numa sociedade que é dominada pelos capitalistas? Como você pode ser feliz com uma sociedade que é burocrática? Como você pode ser feliz com uma sociedade que não lhe permite liberdade?
Desculpas e mais desculpas – desculpas apenas evitam um insight que ”Sou responsável por mim mesmo. Ninguém mais é responsável por mim; é absolutamente e totalmente minha responsabilidade. O que quer que eu seja, sou minha própria criação”. Esse é o significado deste sutra:
Conduza toda a culpa para um.
E esse um é você.
Uma vez que esse insight se estabelece: "Sou responsável por minha vida – por todo meu sofrimento, pela minha dor, por tudo que aconteceu comigo e está acontecendo a mim – Eu escolhi esse caminho; essas são as sementes que eu semeei e agora estou colhendo a safra; sou responsável" – uma vez que esse insight se torna um entendimento natural em você, então tudo mais é simples.
Assim a vida começa a dar uma nova reviravolta. Começa a se mover numa nova dimensão. Essa dimensão é conversão, revolução, mutação – porque uma vez que sei que sou responsável, também sei que posso abandonar isso a qualquer momento que decida fazê-lo. Ninguém pode me impedir de abandonar isso.
Pode alguém lhe impedir abandonar sua miséria, de transformar sua miséria em felicidade? Ninguém. Mesmo que você esteja na prisão, acorrentado, preso, ninguém pode prender você; sua alma ainda permanece livre.
É claro, você fica numa situação muito limitada, mas mesmo nessa situação limitada você pode cantar uma canção. Você pode ou derramar lágrimas de desamparo ou pode cantar uma canção. Mesmo com correntes em seus pés você pode dançar; então até mesmo o som das correntes terá uma melodia nela.
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